terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nesta Página - Uma noite de poesias na "Cidade Poema"; Jubileu do Pe. Luiz Carlos (poesia de Mª Lúcia); Célia Furtado; Dia Nacional do Samba; Sr. Dídimo. Novas postagens, ainda em fase de edição. Aguardem, vídeos com poetisas como Cláudia e, também, do recital da Esplendor.

Vídeos de atividades culturais nas Escolas Fidelenses

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Quem patrocina a cultura merece aplausos!!


MASSA & CIA - PEPERONCINI 
PONTO JOVEM - BELLA CARNE

vídeo - José Maria Coelho, Maria Helena (CESF),
Rodolfo (Esplendor), Márcio Deline,
Rony Oliveira, Léo Coltinho, Torresmo,
 Aline Reis, Patrick (Semaf), Luciana (Folha da Cidade)
e outros, tentando falar o nome deste blog.

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vídeo - Pão&Arte
Um poeta de Mimoso do Sul (MG), presente no
 encontro da Iniciativa Cultural, manifestou-se sobre o
 que viu. Também: depoimento de Manno Celso Paulo e
do Secretário Municipal de Comunicação José Carlos Pereira.
Participam Daniel Dias e Renata Talon


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UMA NOITE DE POESIA NA “CIDADE POEMA”
Os vídeos abaixo trazem várias interpretações de músicos poetas e intérpretes como José Maria Coelho, Aline Reis, Paulo Fernando, Daniel Dias, Patrícia Valenth, Ronaldo Barcelos, Guilhermina Valente, Renata Talon.... Enfim, outros vídeos ainda em fase de montagem serão postados brevemente. Aguardem.

vídeo - José Maria Coelho
cantando "Cidade Poema"
de Zequinha Macedo

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Olha quem estava presente, naquele dia, no Peperoncini. 

Dos intépretes e poetas que se apresentaram, começando pela direita, Daniel Dias, Ronaldo Barcelos, Cláudia Guerra, Patrícia Valente, Renata Talon, Paulo Fernando, José Maria Coelho, Mª Lúcia Fernandes,Guilhermina Valente, Aline Reis, Ângela Pires e Bárbara Sóta, acompanhada da mãe, profª Sônia Sóta, e da diretora do CESF Maria Helena Coelho.


          Para que você tenha uma idéia geral, um apanhado de fotos, tiradas no Peperoncini, em "Uma noite de poesias na 'Cidade Poema'", das pessoas que estão ajudando a tornar a Cultura Fidelense uma realidade finalmente prestigiosa.
Ao invés de fazermos o Registro Cultural de um poeta, como é o habitual no Peperoncini, fizemos um recital, com a participação de vários. E com vários intérpretes, também.

vídeo - Aline Reis
falando "Poema Digno"
de Geraldo Evangelista


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vídeo - Bárbara Sóta, José Maria Coelho, e Pedro Emílio apresentando as respecitivas obras:
trecho de "Terra de amigos" de Paulo Assis; "Ciranda" de Paulo Ciranda e Antônio Roberto; e "Gamboa"do próprio Pedro.


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Ronaldo, Aline Reis, Renata Talon, Guilhermina Valente e Maria Lúcia Fernandes brilharam como sempre, porém os novatos não deixaram por menos. A Patrícia Valente, que também cantou sua música, é lógico, fez boquiabrir com sua interpretação falada da letra do samba “Capacidade não tem cor”, de Carlinhos Pastor; o Paulo Fernando mostrou com sua interpretação, a importância da poesia ser bem falada e arrepiou com uma de Arinda Ferraz; Já a Bárbara Sóta encantou com a leveza e graciosidade que desprendeu ao falar trechos de um poema do Presidente da AFL, Paulo Assis; Daniel Dias, o mais empolgado, primeiro a chegar para os ensaios e para a apresentação, ainda nos seus doze anos, é uma promessa clara de competência artística invejável; falou poesia de Sônia Sota, sua professora de Língua Portuguesa, no CESF. “Que gracinha!”, o pessoal comentava sobre ele.



viídeo - Daniel Dias
falando "Cidade Poema"
de Sônia Sóta

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Estamos compondo uma bela história cultural nesta cidade. Venha para o nosso lado, Cultura
só fáz bem!  

vídeo - Patrícia Valente
falando "Sou negro, sou livre, sou rei"
de Carlinhos Pastor

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vídeo - Renata Talon, Guilhermina Valente
 e Maria Lúcia Fernandes
falando respectivamente poemas
de Ana Regina, Guilhermina e Antônio Roberto


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vídeo - Ronaldo Barcelos
falando "História do meu lugar"
autoria prória

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vídeo - Paulo Fernando
falando poesia de Arinda Ferraz

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O mais importante, nesse estágio do projeto, é que conseguimos passar para os presentes, a partir dos comentários posteriores ao espetáculo, não a idéia completa, mas a que tom pretendemos que chegue Uma Noite de Poesias na “Cidade Poema”. Acho que estamos em plena fase de crescimento. Com o amadurecimento dos intérpretes, e o tempo suficiente para os ensaios, podemos dizer que os próximos eventos, de igual natureza, serão ainda mais emocionantes.


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MASSA & CIA - PEPERONCINI 
PONTO JOVEM - BELLA CARNE


HOMENAGEM AO REVERENDÍSSIMO 
PADRE LUIZ CARLOS REIS DE AMORIM

 
NO SEU "JUBILEU DE PRATA".
SÃO FIDÉLIS – 12/DEZEMBRO/2010
SOB AS BÊNÇÃOS DO SENHOR E O OLHAR DA VIRGEM MARIA
NESSE TEMPLO DE ESPLENDOR, QUE TANTO NOS CONTAGIA,
FESTEJAMOS NESSA DATA ALGO MUITO ESPECIAL:
É O JUBILEU DE PRATA DE VIDA SACERDOTAL!
REVERENDÍSSIMO PADRE  LUIZ CARLOS DE AMORIM
A EMOÇÃO NOS  INVADE E PARECE NÃO TER FIM...
A HOMENAGEM É SINGELA PERANTE A SUA GRANDEZA.
NA CATEDRAL, NA CAPELA, MANTÉM SEMPRE A FÉ ACESA!
À LUZ DO CATOLICISMO,  CONDUZINDO O SEU REBANHO
MOSTRANDO, COM ALTRUISMO, QUE NÃO É NENHUM ESTRANHO.
VINDO DE OUTRO LUGAR  A TODOS NÓS CONQUISTOU
AGORA, AQUI É SEU LAR, SÃO FIDÉLIS LHE ABRAÇOU!
SABEMOS QUE NÃO É FÁCIL SUA VIDA PAROQUIAL,
MAS TEM “DEUS” QUE O ABRAÇA COM “SEU” AMOR PATERNAL.
SÂO MISSAS E BATIZADOS, LADAINHAS, PROCISSÕES,
ASSISTÊNCIA POR TODOS OS LADOS, ABSTINÊNCIA, CONFISSÕES...
A SUA VOZ SEMPRE MANSA, SEU SORRISO SEMPRE ABERTO
TRAZ AO AFLITO A ESPERANÇA,  INDICANDO O RUMO CERTO.
DA IGREJA É O REPRESENTANTE E, PARA NÓS, FIDELENSES
SUA  PALAVRA  PUJANTE  A TODOS NÓS NOS CONVENCE.
POR ISSO PADRE LUIZ,  NÃO REPARE NESSES VERSOS
SÓ PEÇO:  SEJA FELIZ , AQUI, ALI, NO ...UNIVERSO!!
QUEREMOS LHE DESEJAR QUE,  NOS PRÓXIMOS ANOS VINDOUROS,
POSSAMOS COMEMORAR  O SEU  “JUBILEU DE OURO”



 MARIA LUCIA FERNANDES


                                     
Quem patrocina a cultura merece aplausos!!
                       
                        
               



                                      


Célia Furtado
c/ Geraldo Evangelista

Quase ninguém sabia que Célia Furtado compunha. Tamanha era a surpresa das pessoas. Eu sei disso desde a longínqua época dos Festivais Estudantis no CESF e, talvez, por esse motivo, não tenha considerado esse fato como possível ponto impactante no recital da cantora, no dia do seu prestigiado Registro Cultural no Restaurante Bella Carne, quando dois sentimentos me tomaram instantaneamente: um foi a tristeza, pelos motivos que levam composições como as de Célia ao completo esquecimento, por tanto tempo. E isso se torna mais contundente quando se trata de pessoa como ela, que respira música. Ora, Célia tem uma escola do ramo;


vídeo - Célia, alunos e amigos

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é responsável por grande parte das pessoas iniciadas na música, nesta cidade; toca e canta nas noites de São Fidélis e da região, praticamente, desde criança, pois, com doze anos, ganhou festival fidelense de música, defendendo composição de Carlinhos do Império; Só no Clodoaldo (Massa&Cia), toca toda quinta, há quatro anos; num bar em São João da Barra, há mais cinco. E vai gravar, para o CD da Iniciativa, a música “Nada mais importa”.


vídeo - Célia, Heitor e Luciano Volotão
cantando "Nada mais importa" - música que vai para o CD da INICIATIVA EM FAVOR DA CULTURA FIDELENSE

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Está mais do que provado: só o que pode nos fazer crescer artisticamente é a nossa própria arte. Quando a grande maioria de nós artistas locais entendermos claramente isso, vamos entender também o propósito da Sala de Ensaio em sua INICIATIVA EM FAVOR DA CULTURA FIDELENSE. Então, nos comprometeremos mais inteiramente, porque saberemos que esta causa é própria.
O outro sentimento foi de alegria, ao notar que apesar de, nossa arte tem ainda  ‘muita vida para viver’, e a Sala de Ensaio vai trabalhar para que o artista venha a crer nisso, com força cada vez maior.
Um monte de gente veio ver as composições da Célia e se encantou.
A cantora fez sua mostra acompanhada pelo contrabaixista Luciano Volotão e alguns alunos da escola Amor de Índio, que cantaram e tocaram, expondo os ensinamentos da mestra homenageada. Entre as composições, apenas uma, ‘Por quê’, tem parceria com a, também compositora, Jaqueline Pontes.

A nossa arte tem proporcionado noites maravilhosas na “Cidade Poema”.
Pelas canjas dadas após o recital, queremos ressaltar a do seu colega de palco Luciano Franco; a do cantor ‘Chandler’ Brito; a do também cantor Bernato Brito; e, especialmente, a do Clodoaldo, que agora resolveu soltar a voz de vez. Cantou igual a um passarinho! Mas também, ensaiando com a professora!!
Esse belíssimo momento de Célia no Bella Carne, pode ser revisto neste blog, nos vídeos que trazem a música “Nada mais importa”; alunos da escola de música Amor de índio; e Clodoaldo e seus comparsas (os já citados Luciano, Chandler e Bernato, mais Volotão, Gelson, Paulo Russo, Martinho da Vila...). 

vídeo - Clodoaldo e amigos 
(Lucino Franco, Gelson do Bella Carne, Chandler Brito, Bernato Brito, Paulo Russo...)
no dia Registro Cultural de Célia, realizado no Bella Carne..

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As fotos abaixo, tiradas no bela carne, 
dão uma idéia do crescente prestígio
que a INICIATIVA EM FAVOR DA CULTURA FIDELENSE
tem conquistado através do Registro Cultural
de artistas como a Célia Furtado.




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MASSA & CIA - PEPERONCINI 
PONTO JOVEM - BELLA CARNE



O DIA NACIONAL DO SAMBA

"Vou-me embora pra 'São Fidélis'
Lá sou amigo do Rei..."

Não sei como o Rei Guida (na foto entre as mulatas) consegue, de repente, ele está com uma de suas caravanas no programa do Luciano Hulck.
E as amizades com o pessoal do alto escalão do samba do Rio de Janeiro?!
Ele conseguiu que viesse a São Fidélis, para comemorar o Dia Nacional do Samba, gente titular do primeiro time do melhor carnaval do mundo!

Por ordem de apresentação, tenho que começar pelos fidelenses Vicente de Paula e o “Grupo Sambart’,  de Joel e Silvio, que estiveram sempre à altura dos convidados de fama internacional. Parabéns!

Os estudantes Sandro, de direito, e Raphaela, de economia que compunham o maravilhoso  casal de mestre-sala e porta-bandeira, presente no evento, deram um espetáculo que vou resumir como emocionante, porque a apresentação deles é tão bela, que dá vontade de chorar!

        vídeo - Tuane, Raquel, Valéria, Luciana
e Fábio, os amigos do Rei.


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O passista Fábio

                                         


levou a platéia ao delírio. O incrível é que, abordado pelo locutor do evento Nelson Ferreira, o sambista disse que, quando criança, não era muito chegado, só ia aos ensaios, porque a mãe o levava. E, como pudemos ver, aconteceu e o cara é um craque. Olhando, parece fácil, mas o que explica, então, o fato de, como ele, ninguém conseguir fazer?

Voltemos agora para as mulatas. Meu Deus!!! Todas amigas do Rei Guida.
Aliás, não fosse essa amizade, dificilmente o Rei, que faz questão de agradecer o total apoio da Prefeitura de São Fidélis, conseguiria arregimentar cachês, para trazê-los aqui, pois teria de, através de empresários, pagar , pela apresentação, o alto valor estipulado pelo mercado.
Indagado sobre o porquê do evento programado para a quadra e não para um local mais aberto, Rei explicou que não há palcos em São Fidélis que atendam as exigências de segurança para que aconteçam as apresentações, uma vez que o piso não pode ter nenhum acidente, devido as sandálias de plataforma que as passistas usam para sambar; e como por aqui os palcos são todos de madeira encaixada, o jeito foi fazer mesmo na quadra, onde o chão é uniforme.
“Elas adoraram São Fidélis”, disse.


vídeo - Sandro e Raphaela
Mestre Sala e Porta Bandeira


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Começaremos pela líder Tuane,

                                          

aquela que conduziu o concurso de samba, cujo vencedor, por aclamação incontestável da platéia, foi Samuel (canelinha de urubu).

Tuane, dentre muitos outras importâncias, desfilou como passista no carnaval pela Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos da Rocinha, Vila Isabel e Mocidade. Em 1999 a modelo foi homenageada pela Imperatriz Leopoldinense com o título de “Garota Imperatriz” onde desfilou até 2004 exercendo a faixa na agremiação. Foi eleita ainda pela Imperatriz, a Primeira Mulata do colunista Ancelmo Góis, do Jornal O Globo.  Em 2005 ao apresentar no Rio de Janeiro a performance “Stelleto”, mais conhecida como a dança sobre salto, Tuane foi convidada a estrear seu gingado na capital da União Européia, passando ainda por países como Líbano, Turquia, Egito e Grécia. Sua turnê como dançarina durou cerca de dois anos, até que em 2007 se lançou em Bruxelas como atriz.

vídeo - Vicente de Paula e Banda Sambart, de Joel e Silvio.
Concurso de Sambista vencido por Samuel Canelinha de Urubu.
Destaque para Dom Camilo, o samba cultural desta terra.



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Raquel,



                                                       



pode até afirmar que entrou no samba por acaso, mas, com certeza, o samba não entrou nela da mesma forma. Acho, porém, que o samba a esperou nascer, para lhe pertencer. Quem viu com os próprios olhos, não me fará negar tal suspeita.
            “Ainda aos 19 anos, participei de um concurso chamado “Constelação das Raças”, através de um amigo chamado Cleiton, que me indicou e fui eleita Miss Simpatia do evento, o que me deixou muito feliz. Porém, o melhor veio uma semana depois, em que a organizadora e criadora do concurso, chamada Poly, me telefonou convidando para fazer um show com ela. Eu nem sabia que existia isso, que se ganhava dinheiro sambando, fazendo show. Foi aí que tudo começou, sem querer, uma carreira profissional. Conheci nesses entremeios muita gente, inclusive a empresária e muito amiga Cínthia Levy, que me convidou também para seus shows e nisso me levou para Rússia, viajando por cinco temporadas e também uma temporada na Espanha.”

Luciana...!

                                         

Olhando para ela dá para entender o porquê de tão vasto currículo nacional e internacional. Ainda mais sambando! Caramba!!
Em 2003 foi eleita Mulata de Ouro do Rio de Janeiro;
- Em 2007 foi finalista do Concurso da Musa do Carnaval do Programa Caldeirão do Huck na TV Globo, pela Escola de Samba Império Serrano;
- 2008 fez parte do Balet das Vinhetas de Carnaval da TV GLOBO;
- 2008 participou do Concurso Mulata do Gois, do Jornal O GLOBO, pela Escola de Samba São Clemente;
- Em 2010 foi eleita Princesa do Bloco Cordão do Bola Preta e Rainha da Bateria do Castelo das Pedras.
 - Viajou para Itália com a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis em 2003, 2004, 2005 e 2008;
- Trabalhou de Mulata Show no programa de televisão da “Raí 1, como dançarina de uma marca de cerveja chamada Birra Moreti, com o cantor Jorge Ben Jor;
- Viajou em 2006 para Portugal com a Escola de Samba Unidos da Tijuca (Turnê por toda Portugal);
- Viajou para o Panamá em 2007 com a Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha;
- Em 2009, viajou para Turquia com uma turnê de Show Brasileiro;
- Em 2010 viajou para Changay com a Companhia de Dança de Carlinhos de Jesus (Expo Chaghay 2010 no Pavilhão do Brasil).


Valéria

                              

disse que era muito magra, eu não consigo imaginar, e que chegou até a se ingressar na carreira de modelo, só que não gostava. O que gostava, mesmo, era de dançar. Dançar, tudo, qualquer ritmo, pois tinha isso em si, desde criança.
Quando peguei um corpitchu comecei a dançar. Tem 10 anos que fiz um teste e passei pra trabalhar na Casa de show Plataforma (onde apresenta o maior e mais tradicional espetáculo do autêntico folclore brasileiro), daí, as portas se abriram e recebi um convite pra fazer teste no grupo de dança do professor, bailarino e coreógrafo Jaime Aroxa, pra fazer show' em um cruzeiro pela Ásia. Entre 500 pessoas que foram fazer o teste, 27 foram selecionadas, e eu fui uma delas. Então viajei e fiquei um ano e dois meses por Singapura, Hong Kong, Tailândia, Vietnam, Malásia, Macau, depois disso já fui pro Canadá com Brazilian ball (O maior baile de gala de carnaval do mundo), Eslovênia, Pequim na China, Shanghai, e pra Itália onde eu morei quase 4 anos.



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MASSA & CIA - PEPERONCINI 
PONTO JOVEM - BELLA CARNE


Sr. Dídimo - CEM ANOS

“Só sobrei eu, aqui mesmo (risos)!!”



O Sr. Dídimo Nogueira, na foto com a filha, tinha redondos e lúcidos cem anos, antes de falecer (15/dez/2011), concedeu entrevista à nossa correspondente Aline Reis.
Nasceu em Campos e chegou em Usina Pureza com treze, para trabalhar na roça. Portanto viu todas as transformações pelas quais aquela localidade passou durante os outros oitenta e sete.
Segundo ele, ali havia muitas coisas, gente, cooperativa, farmácia, comércio, duas escolas boas, cinema, clube e muito movimento.

Quem gostou muito do serviço dele na lavoura, o levou para a usina e mandou ensiná-lo a trabalhar, foi um certo Sr. Joaquim, gerente da empresa na época.

“Comprei uns livros que ensinavam a fabricação de açúcar. Aprendi bastante, trabalhando e estudando. Aí, ensinei depois quem ia chegando.
Diziam eles que eu era muito bom fabricante! O açúcar dava um bom resultado. A usina tinha bastante recurso. Ela era toda em peça francesa, porque os donos eram de lá. Depois, eles foram para a América do Norte, Estados Unidos, né?
Aí, fui trabalhando e evoluindo. Cheguei a ser chefe de fabricação de açúcar e álcool. Então, eles me deram essa casa pra eu morar, pela minha boa conduta como pessoa e como profissional;  pelo respeito e pela ordem que eu sempre tive.
Como um bom fiscal, como um bom trabalhador, fiz muita amizade. Sempre com honestidade. Eles me mandavam verificar o açúcar. Cheguei a ir em três usinas pra fazer esse serviço! Porque o açúcar aqui, era de muita qualidade, era limpo, bonito!
Trabalhei na usina até me aposentar, em 1975. Depois, ainda trabalhei mais 21 anos.”

Sr. Dídimo contou que vinha muita gente, de tudo quanto é lugar, principalmente de Campos, para trabalhar na usina. De profissionais em mecânica a peões.

“Aqui, naquela época, era muito bom para trabalhar, não faltava dinheiro. Porque, você sabe, quando a gente trabalha num lugar onde falta pagamento, enrola tudo.”

Lúcido, lembrou-se de quando pegou fogo na usina.

“Uma faísca caiu no álcool, e o depósito, por ser muito grande, dificultou em muito o trabalho dos bombeiros, que vieram de pressa, mas custaram a apagar o fogo. Não queimou tudo, porque o incêndio aconteceu em apenas um dos três depósitos. Também não morreu ninguém, mas o acidente foi uma coisa feia.”

Sobre a vida na comunidade, falou dos barcos, o mais importante meio de transporte local na época, e que a vida melhorou muito quando os a remo deram lugar aos a motor.

Aprendi a remar e comprei um pra o meu uso. Remava nas horas vagas, nos fins de semana. Quando tinha os trabalhos na igreja, eu levava a minha família, e quem pudesse levar. Eu vivi isso tudo.”

Reconhecia o rio como muito perigoso, o que fazia com que as pessoas tomassem muito cuidado. Mas, ainda assim, aconteciam acidentes na água.

“Uma vez, aconteceu de um barco virar perto de uma coroa de areia. Ninguém soube explicar muito bem, porque o rio quando enche, forma uns buracos, uns redemoinhos... Mas foi num lugar, que todo mundo aqui era acostumado a tomar banho. Parece que eram cinco crianças: duas meninas, que eram filhas do açougueiro; dois meninos, irmãos, que moravam perto do açougue; e mais um outro menino, que depois disso até trabalhou comigo. Hoje em dia, até se mudou daqui. Está morando em Boa Sorte. Foi o único que se salvou.”

Pelo jeito, o Sr. Dídimo gostava muito da vida em Usina Pureza, pois até do trabalho ele se lembrava com saudosismo, imagine das festas e do futebol que era a sua maior diversão?!

“Tinha muita festa boa e um time muito bom aqui: o Sul América. Nós íamos para fora jogar. Campos, Itaperuna... Eu jogava também(risos)!!!”

Quando Aline o perguntou sobre as namoradas ele abriu um sorrisão.

“Aaaaaah!!! Eu gostava de namorar, né?! Rapaz novo, bonitão (risos)... Havia umas meninas bonitas que vinham lá do outro lado pra cá... Mas também, era e sempre fui de muito respeito. Nunca fui de desrespeitar ninguém!”

Além dos barcos, segundo ele, no princípio, haviam poucas conduções, depois, a comunidade foi evoluindo. Aumentou as maneiras de ir para São Fidélis... Duas Marias  Fumaças passavam aqui, uma para Fazenda Tanques e outra para Bóia, Portela e outros. Elas carregavam cana. Posteriormente, as canas passaram a ser transportadas por tratores e caminhões.

“Ali, onde é hoje o Angelim, era uma macega danada! Só tinha uns dois comércios. Mais tarde que uns fazendeiros foram chegando, fazendo casas, mais comércios... Aí, cresceu um pouco, e deram esse nome.”

Sobre Pureza, contou que havia lá muita casa, um comércio muito bom na rua principal.

“Aqui, era assim: Pureza, Usina Pureza e São Fidélis.
A cidade de São Fidélis também evoluiu muito! O pessoal comprou terra e fez muita casa lá. Aqui, foram fazendo casa, só mesmo para os trabalhadores.”

Sr. Dídimo, que perdeu a primeira esposa, mãe dos seus dez filhos ainda nova, por problemas de rins,  vive ainda hoje com a sua segunda mulher. Dos dez filhos, apenas cinco sobreviveram; quanto aos netos, bisnetos e tataranetos, espalhados por Itaperuna, Niterói, Campos, Aperibé... Perdeu a conta.

“De vez em quando, aparece um aqui pra me fazer uma visita, aí eu adoro(risos)! Eu adoro receber as pessoas!”

A sua filha Odisséia (com ele na foto) que mora em Niterói, preocupada por ele ter sofrido um acidente, vinha a São Fidélis praticamente toda semana, para acompanhar os cuidados com alimentação, tratamento, higiene, enfim, coisas que o Sr. Dídimo já não podia fazer sozinho.

No momento da entrevista, mais ou menos um mês antes do seu falecimento, o entrevistado agradeceu por estar vivo e revelou estar programando um churrasco para comemorar os  cento e um anos.

“Só estou com cem anos! Lá no Paraná tem uma mulher com cento e vinte cinco e ainda faz compras (risos)!!!!
Mas na hora que me chamar, eu estou pronto.”


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MASSA & CIA - PEPERONCINI 
PONTO JOVEM - BELLA CARNE

                                    





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